A Freguesia de Vale de Azares

Caraterização do Meio

Vale de Azares é uma freguesia portuguesa do concelho de Celorico da Beira, com uma área de cerca de 100km2 e aproximadamente 345 habitantes.

Inserida no Parque Natural da Serra da Estrela, a aldeia dista 6km da sede do concelho fazendo limite com as freguesias da Rapa, Cadafaz, Vide-Entre-Vinhas, São Pedro e Lageosa do Mondego.

A freguesia é constituída por quadro povos:

Fonte Arcada: o nome deve-se à existência de uma fonte com um arco curioso, localizada à entrada da povoação;

Soutinho: devido às quantidades de castanheiros que antigamente o rodeavam;

Mourilhe: provavelmente uma derivação da palavra Mouro ou Mourelli, “vila” pré nacional de um Maurellu;

Grichoso: pensa-se que o nome tenha tido origem na palavra Grincha, que significa fenda em rocha onde brota água.

No que diz respeito às atividades económicas, o sector primário continua a ter um papel muito importante na economia local, nomeadamente a agricultura (produção de hortícolas, árvores de fruto e azeite) e a pastorícia (tendo como objetivo a produção de queijo artesanal). No sector secundário destaca-se a indústria de lacticínios. No sector terciário destacam-se atividades como a atividade fabril, construção civil, serralharia e padaria.

 

Origem da lenda da aldeia

Havia um fidalgo que vivia num castelo no Vale das Flores (antiga designação de Vale de Azares).

Com o fidalgo viviam sua esposa mais dois filhos, um rapaz e uma rapariga, e em perfeita harmonia.

O seu filho chegou à idade de namorar e arranjou uma namorada num lugar ao fundo do vale designado sítio do Ral, onde ia todos os dias, ver a sua amada, por um caminho íngreme.

Num dos dias, quando se dirigia veloz ao sítio do Ral para ver a sua noiva, o cavalo assustou-se e caiu, batendo o jovem fidalgo com a cabeça numa pedra, morrendo de seguida. Tal facto foi a origem de fatídicos acontecimentos pois a mãe do jovem desgostosa com o sucedido enlouqueceu de dor, e a irmã do jovem precipitou-se de uma janela, tendo morte imediata.

O fidalgo, pai dos jovens, desgostoso, mandou arrasar a sua casa, o castelo, e mudou o nome ao vale que, de Vale de Flores, passou para Vale de Azares.

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